Papa encerra Ano Sacerdotal com a presença de 15 mil sacerdotes no Vaticano
Mais de 15 mil sacerdotes de 97 países e uma multidão de fiéis, todos reunidos na Praça de São Pedro para a Santa Missa de encerramento do Ano Sacerdotal.
A amplitude no número de pessoas presentes na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus combina com o tamanho da missão que se abre para o futuro da Igreja, arraigada na certeza de que "Deus é realmente a maior grandeza que se oculta na palavra 'sacerdócio'", como ressaltou o Papa durante a homilia.
"O sacerdócio não é um simples 'ofício', mas sim um sacramento: Deus se vale de um homem com suas limitações para estar, através dele, presente entre os homens e atuar em seu favor", ressaltou.
Da mesma forma, indicou qual o fundamento do verdadeiro sacerdócio. "O perene fundamento, assim como o critério válido de todo o ministério sacerdotal, que deve estar sempre no coração de Jesus e ser vivido a partir d'Ele".
O Santo Padre afirmou que os sacerdotes devem comunicar às pessoas a alegria de terem encontrado o caminho correto, bem como serem pessoas "que, em comunhão com seu amor [de Deus] pelos homens, cuidemos deles, lhes façamos experimentar em concreto esta atenção de Deus".
O Pontífice também ressaltou: "Senhor, nas trevas da tentação, nas horas das trevas, em que todas as luzes parecem apagar-se, mostra-me que tu estás ali. Ajuda-nos a nós, sacerdotes, para que possamos estar junto às pessoas que, nessas noite escuras, nos foram confiadas, para que possamos mostrar-lhes tua luz". E concluiu afirmando: "Te agradecemos a graça do ministério sacerdotal. Senhor, abençoai-nos e abençoai a todos os homens deste tempo que estão sedentos e buscando. Amém!"
Abusos sexuais

"Era de se esperar que ao 'inimigo' não fosse prazeroso perceber que o sacerdócio brilhara novamente; ele teria preferido vê-lo desaparecer, para que, ao final, Deus fosse retirado do mundo. E assim ocorreu que, precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, vieram à luz os pecados dos sacerdotes, sobretudo o abuso de crianças, no qual o sacerdócio, que leva a cabo a solicitude de Deus pelo bem do homem, converte-se no contrário. Também nós pedimos perdão insistentemente a Deus e às pessoas afetadas, enquanto prometemos que desejamos fazer todo o possível para que semelhante abuso não volte a acontecer jamais; que na admissão ao ministério sacerdotal e na formação que prepara ao mesmo faremos todo o possível para examinar a autenticidade da vocação; e que queremos acompanhar ainda mais aos sacerdotes em seu caminho, para que o Senhor os proteja e os guarde nas situações dolorosas e nos perigos da vida. [...] Assim, consideramos o acontecido como uma tarefa de purificação, uma missão que nos acompanha em direção ao futuro e que nos faz reconhecer e amar mais ainda o grande dom de Deus. Deste modo, o dom converte-se no compromisso de responder ao valor e a humildade de Deus com nosso valor e nossa humildade", disse.
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Fonte: Canção Nova
Foto: AFP
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